Fazer críticas aparenta ser uma atividade essencialmente pretensiosa. E na verdade é mesmo. Não deixa de ser uma pretensão apontar acertos e erros em uma obra artística de um profissional que estuda e vive do cinema. No entanto, neste caso (meu caso) a pretensão é movida pela paixão e não pela soberba. As famosas e populares listas (10+) também representam um caso de "minha opinião deve ser levada em conta". Mas quem pode negar que elas são deliciosas e rendem bons momentos de críticas e discordâncias saudáveis?
Dificilmente eu dou notas para filmes. Mesmo que poucas pessoas deem algum tipo de atenção às minhas avaliações (Hollywood não fica chateada com o que penso), ainda assim tenho pavor de injustiças. E as listas são uma forma mais cruel de julgar e compara uma obra à outra. Mas como é bom de ler e bom de escrever... Aí vai uma listinha de (minhas) preferências que podem estar em ordem ou não. Certamente vão haver ausências injustas, mas isto faz parte do jogo... não tem jeito.
Documentários
1 - The Corporation (Jennifer Abbott e Mark Achbar) 2 - Ilha das Flores (Jorge Furtado) 3 - Corações e mentes (Peter Davis) 4 - Encontro com Milton Santos ou o mundo global visto do lado de cá (Silvio Tendler) 5 - Capitalismo - Uma história de amor (Michael Moore) 6 - Ônibus 174 (José Padilha) 7 - Jogo de Cena (Eduardo Coutinho) 8 - Falcão - Meninos do tráfico 9 - Janela da Alma (João Jardim) 10 - The Rolling Stones - Shine a Light (Martin Scorsese)
Frase resumo: O filme é todo de Marion Cotillard, sua atuação completa de corpo e alma é a força da película.
Ponto (s) positivo (s): Além da brilhante e espetacular atuação da atriz que dá vida à cantora francesa Piaf, a primeira etapa do filme é muito bem enredada. Uma história que é emocionante por si só, ganhou traços de obra de arte com as músicas de Piaf e uma fotografia linda.
Ponto (s) negativo (s): O principal problema é o tempo de duração:140 min. Em um determinado momento começa a se tornar cansativo e o roteiro perde o rumo. Começa a ficar melancólico demais, triste demais, enfim... longo demais. Acaba parecendo que os roteiristas forçaram a barra para fazer o cinema inteiro chorar, desnecessário.
Nota: 8
Opiniões (de outros): “É impressionante como Marion Cotillard se transformou em outra pessoa”. Marcos Nascimento (estudante de jornalismo)
EU OS DECLARO MARIDO E... LARRY
Frase resumo: Uma sucessão cansativa de baboseiras e piadas sem graça sobre o universo gay pelos olhos de um machista.
Ponto (s) positivo (s): Posso destacar as mensagens embutidas no roteiro sobre o valor da amizade e, no finalzinho, um discurso contra o preconceito contra os homossexuais. Isso com muita, mas muita, boa vontade.
Ponto (s) negativo (s): Quase todo o filme. Acredito que a principal função de um filme de comédia seja fazer rir e nisso “Eu os declaro marido e... Larry” deixa imensamente a desejar. É incrível como eles conseguiram unir tantas piadas rasteiras e bobas em um mesmo roteiro. Nem Adam Sandler (que eu adoro em alguns filmes) está engraçado, seu personagem é chato. Costumo dizer que os projetos em que ele se envolve ou são 8 ou são 80, ou seja, ele trabalha com os extremos ótimo e horrível. Este está definitivamente no status 8 (horrível).
Nota: 1,5
Opiniões (de outros): “Eu que costumo achar o Adam Sandler muito engraçado, desta vez prefiro até o ator que interpretou o amigo dele (Kevin James)”. Eduardo Silva (administrador de empresas)
Eu acredito muito que de cada experiência da vida possamos aproveitar algo. Sendo bom ou ruim, tudo enriquece seu repertório se você souber aproveitar. O mesmo acontece com filmes. Mesmo diante de um filme que você ache péssimo, horroroso, terrível, ... Você pode fazer reflexões interessantes e, o que me aconteceu, ter ideias!!! A bola da vez é o filme musical Mamma Mia! Achei péssimo, mas ele me inspirou a criar a seção Meneios de opinião. Nela, eu tratarei dos últimos filmes que assisti de forma simples e direta, analisando sem tantos argumentos. Concordando ou discordando, todos podem dar opinião, mas sem ofensas pessoais (rsrs).
1º da lista: MAMMA MIA!
Frase resumo: Tortura vertiginosa, colorida e estridente ao extremo.
Ponto (s) positivo (s): A Grécia e a forma física sensacional de Meryl Streep.
Ponto (s) negativo (s): Quase tudo. Os cortes do filme são tão “violentos” que me deixaram tonta. Descobri que odeio Abba. O roteiro é fraquíssimo, tem um apelo mais do que óbvio (doce menina em busca do amor de pai da forma mais “criativa” possível) e um final lamentavelmente superalegre. Além das interpretações das amigas da personagem de Meryl Streep que, em alguns momentos, pareciam estar em plena crise nervosa.
Nota: 3,0
Opiniões (de outros): “Eu nem me arrisco a assistir um filme com o Pierce Brosnan cantando” Igor Mello (estudante de jornalismo)
ENTRE OS MUROS DA ESCOLA (ENTRE LES MURS, FRA)
Frase resumo: Uma interessante experiência que, misturando realidade à ficção, traz situações tensas na relação aluno/professor; mas também na subentendida relação colonizado/colonizador.
Ponto (s) positivo (s): Com um lado um pouco etnográfico – já que os atores praticamente interpretam eles mesmos, o filme consegue unir isso perfeitamente à subjetividade da questão. Com um olhar apurado sobre os conflitos em questão, a ótima (um pouco triste) cena final dá margem à reflexão.
Ponto (s) negativo (s): Talvez a rapidez dos diálogos centrais (em francês, claro) possam atrapalhar a total apreensão de sentido.
Nota: 9
Opiniões (de outros): “Achei um pouco fragmentado, mas ótimo para entender melhor o universo difícil das escolas” Millena Mota (estudante de pedagogia)