Um colorido diferente de muita coisa que se vê frequentemente... lindo. Cenas passam de maneira a dar tempo a reflexão, e refletimos, como se nos puséssemos no lugar das personagens. Que vão se desenhando, nos tendo como testemunhas apreensivas. A cantora Norah Jones, apesar de muitas expectativas negativas a seu respeito, não atrapalha a contrução. Ela é... como direi... linear. E juro que não estou me desfazendo. Só que como protagonista ela parece não sê-la. As tramas paralelas têm fortes candidatas a personagem central. Até porque essas coadjuvantes são muito boas. Eu já me sinto suspeita para falar de um filme que tenha a Natalie Portman, sempre sou só elogios. Tenho medo de ter me cegado para os defeitos de suas interpretações. Mas é difícil de enxergar esses pretensos problemas. Ela sempre me emociona.



Já li críticas que comentam a falta de sentido da viagem de Elizabeth (Jones). Desde quando nossas atitudes intempestuosas têm explicação? Quem disse que conseguimos explicar aquilo que sentimos... seria melhor se ela tivesse ganho uma herança de um tio velho no interior? Ou que descobrisse que tinha uma irmã que nunca havia visto? Ou resolvesse fazer uma faculdade, onde as pessoas a humilhassem e usassem biquinis por toda parte??? Não. Não acho necessário uma atitude "coerente" nesse caso. A vida é incoerente. Nós o somos. O sofrimento o é.
E que aprendamos, assim como Elizabeth, que é melhor ser como somos. Independente do que o mundo exija de nós. O mundo do jeito que está não é exemplo para ninguém, se ele tivesse dado certo... quem sabe (s'excuser pour l'excès de digression - Desculpem-me pelo excesso de divagação). E por favor, apaguem a luz.